Por Kamilla Oliveira
3° Período, Jornalismo
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| foto friends with fop |
A dentista Marilene Palhares, de 57 anos, mãe de Alexandre Garcia Palhares de 32 anos portador da doença rara, diz que logo que ele nasceu notou as deformações nos dedos do bebê, e dois dias depois tiveram a informação que poderia ser sinal da doença FOP. “Como mãe era melhor não acreditar”, diz a dentista, e confessa que usou materiais de odontologia para tentar corrigir os dedos do filho. A mãe relata que médico algum jamais havia visto a doença e então pensaram que nada poderia ser feito.
Quando Alexandre estava com dois anos caiu e
bateu a cabeça, e uma semana depois amanheceu com uma inflamação na nuca. Durante
essa semana o médico pediatra alertou Marilene que se não melhorasse, poderia
iniciar uma ossificação e ele perderia os movimentos. A medida que vai
ocorrendo as ossificações fora do lugar o paciente vai perdendo a mobilidade de
suas articulações e, de forma progressiva, os movimentos, se tornando
cadeirante ou acamado. Nesse sentido alguns podem até serem levados a morte
por problemas pulmonares.
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Foto Miramar Júnior
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Alexandre está em tratamento com medicamentos
desenvolvido pelo próprio pai, o pediatra Durval Batista Palhares, que a pouco mais de quatro anos conseguiu obter
resultados sobre quais medicamentos poderiam ser usados na luta contra a doença. O pediatra comenta sobre os estudos realizados
ao longo dos anos: “houve várias publicações, a defesa de um mestrado, um
doutorado em FOP, e em desenvolvimento há mais dois doutorados”.
Segundo Marilene já são 20
pacientes em tratamento domiciliar com o medicamento desenvolvido pelo pediatra,
como é o
caso da jovem Fernanda Aparecida, que aos oito anos de idade foi diagnosticada
com FOP. Fernanda teve vários momentos da sua vida privados pela doença, como
terminar o ensino médio em casa, pois a escola não tinha acessibilidade. Hoje
aos 20 anos ela comenta como foi importante à descoberta de um medicamento que
visa melhorar a qualidade de vida dos pacientes. “Foi importante saber que
depois de muitos anos temos a chance de poder ter uma vida melhor sem sentir
tantas dores.E saber que os novos pacientes podem ter uma infância mais normal
apesar de todas as dificuldades”, relata Fernanda.
O pediatra acredita que até janeiro de 2017
partes importantes das pesquisas serão concluídas. “Os resultados sairão em
breve na literatura mundial, estamos correndo contra o tempo para concluir e
ter ainda algumas respostas em biologia molecular”, diz Durval.


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